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Sobre o Centro
O Centro Espírita é o local para onde convergem os interesses daqueles que querem melhor compreender os ensinamentos de Jesus, através do esclarecimento dado pelos Espíritos, e onde os aflitos buscam consolação, paz e tratamento espiritual para os seus males. Aqueles que desejam praticar o amor e a caridade, nele encontram oportunidade de realizar trabalho voluntário aos necessitados. E os que o frequentam recebem as bênçãos dos benfeitores espirituais, que enchem a todos de esperança, otimismo e fé.
Dentro desse panorama, o Centro Espírita Cairbar Schutel se propõe a oferecer o ambiente propício para o aprimoramento íntimo daqueles que a procuram para se esclarecer e evoluir, e em consequência, para a constituição de uma sociedade mais solidária e digna, à luz do Evangelho de Jesus, restaurado pela Codificação Kardequiana.

“vivi, vivo e viverei porque sou imortal”

Nascido na cidade do Rio de Janeiro em 1868 e criado por seu avô após ficar órfão aos dez anos, Cairbar Schutel formou-se como prático de farmácia e mais tarde radiculou-se na cidade de Matão, no interior de São Paulo. Seu contato com o Espiritismo ocorreu por meio de um amigo de família, sensibilizando-se ao assistir a uma reunião mediúnica e, posteriormente, desenvolvendo a própria mediunidade psicográfica, na qual recebeu uma mensagem de seu falecido pai. Impressionado com as provas da sobrevivência da alma, aprofundou-se no estudo das Obras Básicas de Allan Kardec e tornou-se um dos maiores propagadores da doutrina no Brasil, fundando o Centro Espírita Amantes da Pobreza (1905), o jornal O Clarim (1905) e a Revista Internacional do Espiritismo (1925).
A par do intenso trabalho de divulgação espírita, Cairbar colocou a caridade em prática no dia a dia, transformando sua farmácia e sua própria residência em ponto de acolhimento para os necessitados. Receitando e doando medicamentos gratuitamente aos mais vulneráveis, ganhou o carinhoso apelido de "Médico dos Pobres" e "Pai da Pobreza de Matão" por seus atos de desprendimento e amor ao próximo. Reconhecido por sua elevada projeção moral e dedicação à causa humanitária, o "Apóstolo de Matão" desencarnou na mesma cidade em 30 de janeiro de 1938, deixando gravada em sua lápide a célebre afirmação de sua fé imortalista: "Vivi, vivo e viverei, porque sou imortal".








